Cuidados com a roupa íntima: lavar no chuveiro ou na máquina?

A lingerie passou por grandes transformações durante as últimas décadas até alcançar o patamar da peça mais sensual no guarda roupa de uma mulher. Mas a ‘cereja do bolo’, capaz de apimentar uma relação, requer atenção especial com a higienização. Sim, a roupa íntima deve ter tratamento diferenciado na hora de lavar e secar para garantir a saúde feminina. E aí surge a primeira dúvida: como lavar adequadamente?

A regra sobre a lavagem no chuveiro é simples. Pode! Desde que seja respeitado o processo de secar ao sol ou qualquer outro ambiente com ventilação e bem longe do banheiro. Segundo a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, o cômodo mais úmido da casa é também o lugar onde mais se proliferam fungos e bactérias. “O chuveiro é bacana porque além de a água ser morna, é corrente. Mas a peça deve ser lavada com o produto certo e nunca permanecer no box. Ao final do banho, é preciso pendurar no varal”, orienta.

A médica adverte sobre o uso do sabonete. O ideal é usar detergentes específicos para roupa íntima ou sabonetes líquidos, sem muita cor ou cheiro. “No geral, os produtos devem ter o PH (que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade da fórmula) neutro, sobretudo os usados na região íntima. Os mais recomendados são os líquidos, sem perfume e corante, para evitar alergias”.

Sabão de coco ou outros utilizados para este tipo de lavagem – os quais respeitam a composição citada pela especialista – são os mais adequados. “É bom evitar o sabão de pedra, que junta microorganismos ao ficar em contato com outros tecidos ou em um ambiente úmido. O sabão em pó também é ruim, porque se não for bem enxaguado, pode sobrar algum resíduo na peça. Amaciante é totalmente desnecessário, tem muito perfume”.

Para evitar quaisquer tipos de infecções vaginais ou corrimentos, os cuidados têm de ser redobrados quando a lavagem é feita na máquina de lavar. Primeiramente, a roupa íntima deve ser separada de qualquer outra e só pode ser colocada de molho – para eliminar eventual mancha – depois de tirar toda a sujeira. “E tem de ser lavado no mesmo dia”, ressalta a ginecologista. “Além disso, a máquina deve ser higienizada antes”. Pode ser apenas com água, para tirar os resíduos.

Outra sugestão importante é não misturar os tecidos de algodão com os de lycra, cada uma exige um cuidado, e separar as cores na hora de lavar. A atenção deve ser a mesma depois de recolher as peças, o mais indicado é passar o fundo. “Não precisa exagerar, mas não custa nada passar o ferro na parte da calcinha que tem o contato direto com a vagina. Isso vai garantir que sejam eliminados todos os fungos, já que nem todas as máquinas lavam com água quente e nem todos os dias há sol para secar”, indica Bárbara.

Algumas dicas de como lavar adequadamente sua roupa íntima

CALCINHAS:

  • Lave na mão em água fria com sabão de coco
  • Não lave no banheiro embaixo do chuveiro, sabonetes não são apropriados para lavar roupa intima sem falar no gasto excessivo de água.
  • Nunca deixe secar no banheiro, o mesmo é úmido e foco de fungos, que podem contaminar sua calcinha e causar doenças
  • Lavar na máquina estraga e relaxa o elástico. Calcinhas muitos sujas devem ser lavadas na mão.

SUTIÃ:

  • Para lavar na máquina use um protetor – recomendo usar a peça 3 vezes e lavar, caso contrário não irá ficar limpo.
  • Se você demora lavar ou tem sudorese excessiva, lave na mão com sabão de coco ou sabonete liquido e o auxilio de uma escovinha.

OUTRAS DICAS:

  • Por questões de higiene não lave sua roupa intima com outras roupas.
  • Roupa intima de criança deve ser lavadas separadamente, jamais com as roupas dos adultos.

Existe no mercado uma lavadora para roupas intimas da Brastemp.

Cuidando da higiene pessoal

Para se proteger de qualquer tipo de infecção, não basta somente que a roupa íntima esteja bem cuidada, é preciso ter os mesmos cuidados com a higiene pessoal. A má higiene na região íntima facilita a contaminação, alerta a médica. “Desde os problemas mais simples como corrimentos, até doenças sexualmente transmissíveis e infecção de urina podem ser causadas se a higienização não for correta”, reforça.

Neste caso, tanto a mulher quanto o homem devem se atentar. “No caso das mulheres, é preciso mais cuidados porque estamos falando de um órgão interno”, ressalta a obstetra. “Mas são hábitos simples como: trocar o absorvente a cada quatro horas, lavar adequadamente e com o sabonete líquido, de preferência, e neutro. Mas tem de haver equilíbrio, pois a oleosidade e pelos são proteções naturais do corpo”.

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