Mechas Ombré Hair

Oi meninas!!!!

Hoje vou falar sobre uma coisa que quero fazer no meu cabelo, mas ainda não tive tempo e nem dinheiro para fazer ainda, o Ombré Hair.

“Esse cabelo é uma febre lá fora. E vai cair como uma luva para a mulher brasileira neste verão”, dispara o cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi, do salão MG Hair Design, de São Paulo, se referindo à técnica de coloração ombré hair, que é a queridinha entre as celebridades estrangeiras mais modernas e antenadas com as tendências. Para dizer o mínimo, o ícone desse visual descolado é a atriz americana Drew Barrymore. Na mesma linha aparece a fashionista Alexa Chung, Jessica Biel, a cantora francesa Vanessa Paradis – diva das campanhas da Chanel – e Julia Roberts.

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Versão brasileira

Apesar de fazer a cabeça das celebridades gringas, o visual é perfeito para a mulher brasileira. “O efeito despojado, de quem acabou de sair da praia, com jeito bem natural é a cara do Brasil”, diz a colorista Branca Di Lorenzo, do salão Crystal Hair, do Rio de Janeiro, responsável pela cor dos cabelos de globais como Carolina Dieckman, Fernanda Lima e Leandra Leal. “É um estilo jovem, leve, moderno que tem tudo a ver com verão e com as brasileiras”, acredita o consultor de imagem da Rede Globo, Fernando Torquatto. Além desses atributos, é prático e econômico. “A mulher não fica escrava da raiz e o intervalo entre as colorações pode ser de até quatro meses”, sugere Biaggi.

Tecnicamente falando

Também chamada de invisible highlights (destaque invisível), a técnica ombré hair nada tem a ver com as mechas californianas (pontas marcadas com um tom bem claro), as mechas invertidas (aquelas feitas na cor oposta a do cabelo) e o sun kiss (que significa ‘beijado pelo sol’, um clareamento não tão distante da cor natural, mas sem variação de tonalidade). A grande diferença do ombré, e talvez seja o que dá o charme para o resultado final, é o degradê sombreado, bem sutil. “A graduação dos tons é tudo. Normalmente são três ou quatro nuances, misturadas em mechas. Nos cabelos loiros é possível trabalhar com quatro tons e chegar ao claríssimo nas pontas”, explica Branca. “O segredo é ter nuance, que é a alma da técnica”, diz ela.

O ponto ideal do comprimento do fio para começar a criar o degradê divide opiniões. “O ideal é que se comece a tingir do lóbulo da orelha para baixo. Assim, com os fios presos ou atrás da orelha a mulher parece morena e se soltar o cabelo, ela fica loira – esse é o glamour”, defende Biaggi. Para Branca, o degradê pode começar um pouco acima, sem comprometer o resultado: “Quando o tom mais claro começa com algumas mechas na altura do nariz traz mais luminosidade ao rosto”.

 

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Quem pode fazer

Independentemente da cor original do fio, Fernando Torquatto ressalta: “É um estilo que funciona para mulheres que cuidam de cada detalhe da produção como o make, o corte, a saúde e textura do fio. A proposta desse visual é um conceito e se não tiver contexto é fácil confundir com um cabelo mal pintado”.

No mais, a técnica é democrática. “Pode ser aplicada em cabelos de qualquer cor. Nos fios claros dá para trabalhar melhor a nuance com tons de dourado, mel, loiro claro, médio e claríssimo, mas nada impede que os castanhos escuros e pretos sejam levemente ‘queimados’ só para ter luminosidade, basta fazer um degradê suave com tons escuros”, garante Branca. “O cabelo da Julia Roberts é um bom exemplo. É uma versão para quem não abre mão de ser morena”, diz Marco Antonio, que sugere como alternativa os cabelos de Carolina Dieckman e Fernanda Souza para aquelas que não quiserem arriscar o ombré. “Esse tom achocolatado brown é uma forte tendência para as mulheres que gostam de fios escuros”, conta o expert que faz um alerta: “a única ressalva do ombré nos fios muito escuros é que na hora de dar uma clareada na cor de base tem que tomar cuidado para não ficar alaranjado. Mas um bom colorista sabe disso”.

O tipo de fio e o comprimento também não representam problemas. “Dá para fazer nos ondulados e crespos por serem irregulares. Os lisos só precisam ser repicados para dar mais movimento à coloração nas pontas”, indica Branca. “Os longos são perfeitos, mas a partir do tamanho chanel médio, como o da Alexa Chung, em cima do ombro, já é possível trabalhar a raiz larga e o degradê e ficar bem bonito”, garante Torquatto. Essa técnica só tem uma contra-indicação: o ressecamento excessivo. “Como se trabalha o comprimento e as pontas, que são mais secos, é importante o cabelo estar hidratado. Os fios debilitados com química de tintura e alisamento precisam passar por um processo de hidratação profissional intenso para depois se submeterem a coloração”, alerta Branca. A manutenção no dia a dia é simples: xampu e condicionador para cabelos coloridos, um bom leave-in diariamente e uma vez por semana é indicado aplicar máscara nutritiva instantânea no banho.

Quanto à cor de pele, os especialistas garantem que nada é proibido. “Não tem como generalizar dizendo: isso fica bom e isso não fica. É preciso ver caso a caso e adequar a cor do cabelo para ter harmonia”, afirma Branca. “Foi-se o tempo em que negra não podia ter mechas claras e japonesa não podia ser loira. Isso é coisa do passado, nos anos 80 tinha muito essas restrições, hoje não é mais assim”, aponta Marco Antonio.

 

E ai meninas já fizeram ombré hair?

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