Mulher que perdeu 50 kg se clica por 11 anos para se amar

Oi meninas!!!!

Olha só que história fantástica!

Jen Davis, uma mulher norte-americana, registrou o processo de emagrecimento com autorretratos, que se transformaram em livro e exposição.

A primeira vez em que Jen Davis se deixou fotografar foi em 2002, durante uma viagem para a praia com os amigos. Ela escondeu seu corpo obeso em roupas largas para sair nas imagens. “Quando vi as fotos, percebi que eu tinha que ficar de frente para a câmera” disse a fotógrafa, acostumada a ficar do outro lado do equipamento, durante entrevista ao site do jornal New York Daily News. “Eu precisava olhar para mim mesma.”

 A foto que deu origem ao projeto “11 anos”, quando Jen foi para a praia com os amigos e se escondeu em roupas largas para aparecer nas imagensPressure Point. 2002 

Desde então, a norte-americana começou a registrar o cotidiano em autorretratos. Cenas íntimas, mas do dia a dia (como Jen enrolada em uma toalha depois de sair do banho), em que ela era a protagonista. Ela só parou em 2011, quando fez uma cirurgia bariátrica e perdeu quase 50 quilos.

Jen retomou o projeto no ano seguinte, aos 34 anos. “O problema era que eu estava me tornando vulnerável só para a câmera. O que eu realmente queria era estar vulnerável para outra pessoa”, disse. Depois de emagrecer, ela sentia-se mais bonita e desejável. “Houve uma mudança de tom no projeto. Onde uma vez eu vi uma tristeza avassaladora, agora vejo confiança”, afirma. A fotógrafa reuniu o trabalho em livro e abre nesta quinta-feira (22) uma exposição na galeria ClampArt, em Nova York. Os outros trabalhos dela podem ser conferidos no site.

Mais fotos

 Ela decidiu, então, registrar autorretratos em momentos íntimos para empoderar-se na frente das câmeras

 Jen diz que, no início, percebia uma certa tristeza em suas fotos e uma vontade de não se expôr totalmente.  “O problema era que eu estava me tornando vulnerável só para a câmera. O que eu realmente queria era estar vulnerável para outra pessoa” 

 Mas, nas fotos mais recentes, ela afirma que sua sexualidade é quase palpável

 Em 2011, ela pausou o projeto e fez uma cirurgia bariátrica, emagrecendo 50 quilos

 “Houve uma mudança de tom no projeto. Onde uma vez eu vi uma tristeza avassaladora, agora vejo confiança”, afirma. O homem que aparece na imagem é o brasileiro Aldo Barranco, que namorou com Jen quando morou em Nova York 

 A fotógrafa organizou as fotos do projeto em um livro, “11 anos”, e também ganhou uma exposição em uma galeria de Nova York

 A foto mais recente do projeto foi tirada ano passado

Brasileiro no projeto

O parceiro que aparece nas fotografias de Jen é um brasileiro, o Aldo Barranco, que namorou com a americana quando morou em Nova York. “Morei em NY durante um tempo, conheci a Jen na nova fase dela, namoramos e ela me convidou a participar do projeto”, escreveu ele.

Veja a entrevista que ela deu para site P³

Estás a fazer auto-retratos há 11 anos. Como é que começou?
Durante o último semestre do curso [na Columbia College Chicago], eu estava a fotografar outras pessoas e fotografava-os, identificava-os, como um substituto de mim própria. Chamava-lhes narrativas ambíguas. No final do semestre, eu estava realmente frustrada porque não estava a atingir aquilo que queria. Não sabia como usar aquela personagem para falar de mim. Depois de algum tempo, decidi pegar na câmara e apontá-la para mim.

A primeira foto foi a “Pressure Point” (2002). Fala-me sobre ela.
Foi a da praia. De algum modo, eu fiquei surpreendida com ela por ter conseguido aquele resultado. Parece um momento parado no tempo, naquele ponto em que eu estava realmente desconfortável ao estar na praia, de fato de banho. Foi aí que comecei a pensar em explorar este estado de desconforto e ver se conseguia transportá-lo para imagens. Eu fui de férias e não planeei tirar esta foto. Apenas surgiu quando eu estava na praia e estava a sentir-me desconfortável. Decidi fotografar e ver como seria o resultado. O momento que foi captado, a minha vulnerabilidade, o meu desconforto… foi chocante para mim quando eu a vi.

Sendo “chocante”, sendo “desconfortável”, como é que decidiste continuar a explorar o corpo no teu trabalho?
Foi a única vez na minha vida e no meu trabalho que consegui falar sobre o meu corpo, sobre coisas que não conseguia necessariamente articular falando sobre elas. Foi a relação com a câmara que o possibilitou. Para mim, aquele lado íntimo, aquela versão de mim, foi uma coisa que eu nunca conheci. Como se fosse um outro universo em que sou quase como uma personagem de uma parte privada que eu não mostrava ao mundo. Foi quase como perguntar quem é aquela outra pessoa na intimidade, no desejo, percebendo que eu não sabia o que era a intimidade, que não sabia qual era o meu espaço no mundo. Foi a câmara que começou a fazer isso. Ajudou-me a perceber quem era.

Tiveste receio que a perda de peso pudesse mudar o teu trabalho?
Sim, mas… eu nunca o questionei antes. Eu acho que nunca percebi qual era o meu tamanho até que comecei a perder peso. Eu sabia que era larga, sabia que era obesa, que estava a ser observada e que era desconfortável para mim, mas só quando comecei a perder peso é que percebi qual era mesmo o meu peso. Foi ao passar por isso que comecei a sentir-me realmente diferente.

As tuas últimas fotografias são muito mais claras, mais soalheiras. Estás noutro “lugar”?
Sim. Durante uns tempos, eu não quis fotografar. Ao perder peso, ganhei outras experiências. Estava a ter encontros, a conhecer pessoas, e não queria fotografar isso. Pensei que iria querer fotografar-me sempre e ver-me, mas, pelo contrário, senti que devia estar a aproveitar o que realmente esta a acontecer na minha vida.

Decidiste vivê-la e não fotografá-la.
Eu continuo a fotografar-me. Fotografo coisas importantes e acho que a maneira como apareço nas fotografias é diferente. A face, o olhar, a maneira como estou a olhar para mim é diferente, olho para o meu corpo e olho-me no espelho de uma forma descontraída e vou vendo o peso a sair. Estar numa relação, a primeira vez que estive apaixonada… isso também entrou no trabalho.

Reconheces-te nas primeiras fotos?
Sim, mas hoje sinto-me um bocado anestesiada, distante… Eu olhei para estas fotografias durante muito tempo e olhei para mim nestas fotografias. São parte da minha vida, mas é diferente.

Vais parar com os auto-retratos? Li numa entrevista que te querias dedicar a outros projetos.
Eu continuo a fazer os auto-retratos, mas estou a tentar procurar outras formas de trabalhar comigo e a pensar em introduzir, ou não, outras personagens no trabalho. Quero evoluir como fotógrafa, pensar noutros assuntos e não centrar todos os projetos em mim mesma.

Fontes:

  1. http://beleza.terra.com.br/mulher-que-perdeu-50-kg-se-clica-por-11-anos-para-se-amar,b7f19a240e426410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html
  2. http://p3.publico.pt/cultura/exposicoes/9129/o-peso-do-peso-nos-auto-retratos-de-jen-davis

 

 

 

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