Gravidez na Adolescencia

Oi meninas!

Estava na aula de Fisioterapia Dermato-funcional e a professora estava falando sobre a puberdade e comentou que já tem meninas bem novinhas engravidando. Isso me fez pensar sobre o assunto.

Para ter-se uma ideia, o número de adolescentes entre as mulheres grávidas na década de 1990 equivalia à 10% do total, ou seja, para cada dez mulheres grávidas nessa década, uma tinha entre 12 e 19 anos. Já no ano 2000, esse índice aumentou para 18%, ou seja, praticamente dobrou o número de mulheres que engravidam entre os 12 e os 19 anos.

Gravidez na adolescência não é novidade na história. Provavelmente muitas de nossas antepassadas casaram-se cedo, engravidaram logo não tendo recebido assistência médica regular, durante a gestação e o parto.

A sociedade se modernizou; as mulheres vislumbraram hoje diferentes perspectivas de vida. No entanto, tais avanços não impediram que, apesar da divulgação da existência de métodos contraceptivos bastante seguros a cada ano mais jovens engravidem de forma precoce.

A cada dia no Brasil e no mundo aumentam o número de jovens que tem a sua vida modificada por uma gravidez não planejada. Um estudo recente divulgado pelo conhecido doutor, Drauzio Varella, comprovou que existe um grande número de mulheres adultas com dificuldades de engravidar enquanto o número de garotas cada vez mais jovens, têm se tornado mães, sem que haja qualquer preparo.

Segundo fontes do IBGE, a cada ano no Brasil, surgem em média 70 mil casos de garotas jovens, consideradas adolescentes, sendo mães, deste total, 2% têm entre 10 e 14 anos.

Apesar de o aborto ser uma prática proibida no Brasil – salvo em alguns casos – mais da metade das adolescentes grávidas fazem uso dessa prática, quando não podem ou não querem ter uma gestação, muitas vezes fazem isso com o apoio dos próprios pais que acham que não é a hora do filho assumir tal responsabilidade, procurando para tal, clínicas especializadas ou utilizando métodos caseiros que uma ”amiga” diz que dá certo, como inserindo objetos pontiagudos para atravessarem o canal do útero, remédios sem indicação médica etc. Pondo em risco até mesmo sua vida.

Já não causa tanto espanto sabermos que meninas de 10, 11, 12 anos tenham vida sexual ativa, porém, além da gravidez, outro grande risco que essas garotas correm, se refere às chamadas, DSTs. Doenças sexualmente transmissíveis.

O que levaria então essas adolescentes a engravidar? Nunca se divulgou tanto os meios para evitar a gravidez como nos dias atuais, e mesmo assim, o número de adolescentes grávidas é cada vez maior.

Existem vários fatores que contribuem com esse quadro:
• A falta de um projeto de orientação sexual nas escolas, família, comunidade de bairro, igrejas…
• A mídia é outro vilão nessa questão, ”adultizando” as crianças e mostrando a elas, uma sociedade supra erótica.
• Algumas pessoas que são vistas nas passarelas, revistas, cinema e televisão são para os adolescentes verdadeiros ídolos, ídolos esses que passam uma imagem de liberação sexual, e a tendência de um fã é sempre copiar o que seu ídolo faz.
• A falta de informação dos pais é um fator fundamental. Não havendo em casa alguém que possa informá-los, que sirva de modelo, que tire suas dúvidas e angústias, como esperar dos adolescentes um comportamento mais adequado? Como querer que eles aguardassem o tempo mais certo para aproveitar a sexualidade como algo bom, saudável e necessário para o ser humano?

Não acredito que as adolescentes engravidem por falta de informação. Todas sabem que, se tiverem uma relação sexual sem os cuidados necessários, podem engravidar. Dados indicam que 92% delas conhecem pelo menos um método contraceptivo, pelo menos a camisinha elas conhecem.

Portanto, não é a desinformação que leva à gravidez na adolescência. Talvez o pensamento dos adolescentes que influencia a maneira de buscar a si mesmos, o imediatismo e a onipotência que lhe são característicos, sejam fatores que possam justificar este número grande de casos de gravidez na adolescência. Hoje, não há menina que não saiba que pode engravidar, mas todas imaginam que isso só acontece com as outras, jamais irá acontecer com elas.

O que eu acho: os pais devem falar com naturalidade para os adolescentes sobre a função sexual, pois este é um assunto que faz parte da vida, porque se descobrirem sozinhos podem entender que é normal transar sem cuidado e com vários caras podendo pegar DST e até engravidar. A função sexual é tão importante quanto às demais. O sexo envolve prazer e poder, e assusta um pouco as outras pessoas.

O recado que quero deixar com tudo isso é: quer transar, transe, mas use sempre de contraceptivos.

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