Como falar sobre sexo com crianças e adolescentes

Oi meninas!!!!

“Professora, por que a minha xereca pisca quando vejo um homem e uma mulher se beijando na televisão?”

A pergunta, feita por uma aluna de 8 anos para a orientadora educacional Dilma Lucy de Freitas durante uma aula para a 3ª série de uma escola particular de Florianópolis, poderia provocar diversas reações na professora. Se ela mostrasse espanto e indignação, por exemplo, as crianças deduziriam que sentir essas coisas deve ser anormal. Se fingisse não ter escutado, os pequenos achariam que é melhor não falar sobre o corpo (e, mais tarde, sobre a sexualidade). Dilma respondeu que o corpo recebe estímulos: um cheiro gostoso de comida faz a gente sentir vontade de comer e um vento frio faz a pele se arrepiar. Do mesmo modo, algumas imagens (como o casal que se beija) estimulam os órgãos sexuais e por isso a vagina se contrai (“pisca”). A aluna, satisfeita com a informação, foi brincar.

Desde bebês, sentimos prazer em tocar o próprio corpo e descobrir as diferentes sensações que ele nos proporciona. Fingir que as crianças não passam por esse processo é negar a realidade. O sexo é parte da vida das pessoas (aliás, uma parte importante e muito boa) e é por essa razão que a escola e a família devem ajudar a construir nos pequenos uma visão sem mitos nem preconceitos. “Esse é um tema que envolve sentimentos e desejos e, portanto, não pode ser abordado só com explicações sobre o funcionamento do aparelho reprodutor e palestras médicas. A orientação sexual deve ser feita com afeto”, afirma Antonio Carlos Egypto, psicólogo e coordenador do Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS), em São Paulo.

O constrangimento dos pais em tratar do assunto aumenta a falta de informação dos jovens e faz com que a escola se torne o principal espaço de educação sexual (vale lembrar que a orientação sexual é um dos temas transversais previstos nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN). Nesta reportagem, você vai encontrar histórias como a de Dilma – que ocorrem diariamente nas salas de aula do país – e saber como lidar com essas inquietações das crianças.

Veja, a seguir, algumas orientações importantes que podem ser transmitidas nesses diálogos.

PARA NÃO QUEBRAR O CLIMA

As aulas sobre sexualidade são marcantes para os jovens, pois nelas eles aprendem a conhecer seus desejos, necessidades e afetos (e a lidar com eles).

Sua postura ao tratar do assunto é muito importante. Por isso, os especialistas recomendam prestar atenção nos seguintes detalhes:

■ Qualquer dúvida, por mais simples que pareça, é relevante e pertinente.

■ Ouvir, mais do que falar, é a melhor conduta. Estimule o debate e deixe os estudantes tirarem as próprias conclusões.

■ Caso alguém pergunte, sua opinião sobre o tema deve ser dada no final da discussão.

■ Apresente informações científicas sempre que necessário, sem emitir juízos.

■ Para não expor ninguém, o ideal é levantar dúvidas sem personalizar (os estudantes encaminham as questões por escrito ou produzem cartazes em que todos escrevem o que já sabem sobre determinado assunto).

■ Perguntas sobre a conduta pessoal dos alunos são constrangedoras, pois pode parecer que você quer policiar as atitudes deles. Mantenha a discussão genérica, sem se intrometer na intimidade da garotada.

■ Jogos e dinâmicas (além de discussões em pequenos grupos) favorecem a participação dos mais tímidos.

■ Faça um “contrato” com a turma para garantir que tudo o que for discutido não será usado em comentários maldosos nos corredores nem para julgar os colegas. O respeito é o caminho para o bom aprendizado.

HOMOSSEXUALIDADE

A chave é o respeito

O fato de um garoto apresentar trejeitos femininos ou uma garota gostar de carrinhos não significa que eles se tornarão homossexuais. Do mesmo modo, o menino que joga bola e a menina que brinca de boneca não necessariamente serão heterossexuais no futuro. Essa característica se define por volta dos 14 ou 15 anos, quando o jovem passa a se interessar sexualmente por outra pessoa.

Juny Kraiczyk, psicóloga do Ecos Comunicação em Sexualidade, em São Paulo, diz que o papel do educador diante de manifestações contra a suposta homossexualidade de um estudante é discutir o respeito às diferenças e garantir a integridade física e moral dos jovens. Em parceria com a organização não- governamental Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor (Corsa), em São Paulo, o Ecos desenvolveu um curso de capacitação para prevenir a homofobia em 31 escolas da zona oeste de São Paulo. A professora de Artes Neide Aparecida Mackert fez o curso e, graças ao que aprendeu, conseguiu contornar uma situação difícil na Escola Estadual Marquês Visconde de Tamandaré, em São Paulo.

Em sua turma de 2º ano do Ensino Médio, no ano passado, um garoto com voz mais fina, que tinha um estilo descolado de se vestir, era alvo de piadinhas maldosas. Num debate sobre homossexualidade, dois alunos não conseguiram ficar nos argumentos biológicos, psicológicos, sociais ou culturais e insinuaram com ironia que havia um gay na classe. Neide perguntou se era possível garantir, apenas pelas aparências, se uma pessoa é ou não homossexual. Todos entraram na discussão e foi possível falar de homofobia e estereótipos. Neide ensinou duas lições: a necessidade de respeitar as diferenças e de refletir sobre como sofre quem não tem o comportamento-padrão imposto pela sociedade.

Na escola

■ Não seja cúmplice dos alunos nos comentários preconceituosos.

■ Acolha e fortaleça os jovens que se isolam do grupo por ter comportamento diferente do padrão, elogiando seu trabalho sempre que possível.

■ Promova um debate franco sobre a necessidade de respeitar as diferenças.

Em casa

■ Se a maneira de seu filho se comportar foge aos padrões estabelecidos e isso incomoda você, deixe claro quais são os valores masculinos e femininos aceitos pela sociedade.

■ Não se sinta desrespeitado se seu filho for homossexual.

■ Quanto mais cedo ele for acolhido (se for o caso, também com a ajuda de uma terapia), menos problemas de auto-aceitação terá.

MASTURBAÇÃO

A turma de 6ª série de Simone dos Santos Araújo, da Escola Estadual Professor Caran Apparecido Gonçalves, em São Paulo, estava entretida numa lição sobre répteis. Mas uma aluna estava incomodada.

– Professora, os meninos da última fila estão agitados, fazendo uns barulhos…

Sem se desviar do tema da aula, ela andou pela sala e percebeu dois garotos se masturbando. Ao se aproximar, eles tentaram disfarçar. Ela apoiou-se na carteira de um deles e comentou baixinho:

– Sei que o que estão fazendo é gostoso, mas aqui não é o lugar adequado. Vocês não estão prestando atenção na aula e estão atrapalhando os colegas. Tudo bem parar agora?

– Xi, professora, foi mau!

Nunca mais os dois repetiram o comportamento na escola. E, algum tempo depois, ela conversou com a turma para resolver dúvidas sobre masturbação.

Descobrir o corpo e como ele pode dar prazer (o corpo erótico) faz parte do desenvolvimento da criança. Ao perceber a sensação gostosa que o toque provoca, ela vai querer repetir o ato. Uma conversa como a de Simone – discreta, sem expor ou humilhar ninguém – ajuda a definir o limite entre o privado e o público, sem julgar o ato em si.

Na maioria dos casos, o aluno ou a aluna se masturba por prazer, o que é absolutamente normal. Mas masturbar-se em público, obviamente, não é aceitável. Se isso se repetir com algum estudante, o ideal é conversar com a coordenação ou a orientação pedagógica para avaliar se é o caso de chamar os pais. “Proibir é lutar contra a natureza: o jovem vai masturbar-se escondido e acabar se sentindo culpado por não corresponder às expectativas dos adultos”, afirma a consultora Maria Helena Vilela.

Na escola

■ Se uma criança se masturbar na sala de aula, chame-a para outra atividade. Mais tarde, diga a ela que tocar nos órgãos sexuais é gostoso, mas não deve ser feito na frente dos outros.

■ Caso o ato se repita depois de várias conversas, investigue as possíveis causas (micose, que provoca coceira, ou outro problema que a criança possa estar enfrentando).

Em casa

■ Explique a diferença entre o privado (aceitável quando se está sozinho) e o público (aceitável no convívio com outras pessoas).

■ Caso a criança esteja se masturbando no quarto ou no banheiro, sem chamar a atenção de ninguém nem se expondo, não interfira.

■ Se seu filho estiver se tocando na frente de outras pessoas, desvie a atenção dele para outra coisa e depois converse com ele a sós.

MEU CORPO

Quando pequenos, meninos e meninas começam a descobrir as características do próprio corpo. Por que os garotos têm “pipi” e as meninas, “xoxota”? E eles investigam mesmo. O coordenador pedagógico Marcelo Cunha Bueno, da Escola Estilo de Aprender, em São Paulo, afirma que a curiosidade é tanta que os pequenos se escondem debaixo das mesas ou procuram respostas ali mesmo, no meio da sala de aula. Uma vez ele viu dois garotos de 4 anos com as calças abaixadas conferindo se ambos tinham “pipi”. Ele pediu que os dois se vestissem e fossem brincar no pátio. E explicou que é legal querer conhecer o corpo do outro, mas que aquela era hora de estudar. Por volta dos 2 ou 3 anos, depois que a criança já aprendeu a andar e a falar, a curiosidade (inclusive a sexual) vem à tona. É normal que, além de ver, ela queira tocar. Essa brincadeira não traz nenhum prejuízo físico ou psicológico. Não há erotização nesse contato e ele não deve ser interpretado como desvio de comportamento.

Na escola

■ A conversa sobre o que pode e o que não pode ser feito em público é sempre bem-vinda.

■ Mostre figuras ou modelos do corpo humano e apresente o nome correto dos órgãos sexuais.

Em casa

■ Se você não se incomodar em ver seu filho e outra criança da mesma idade nessa situação, deixe-os esgotarem a curiosidade. Logo eles partirão para outra brincadeira.

■ Se não concordar, diga a eles que isso o incomoda e explique por quê.

HORMÔNIOS EM EBULIÇÃO

No Colégio I. L. Peretz, em São Paulo, o namoro entre os alunos é visto como normal e saudável. Contudo, no ano passado, o romance entre uma garota da7ª série e um menino do 1º ano do Ensino Médio mexeu com a escola. O jovem casal costumava procurar cantos isolados para trocar carícias tão calorosas que uma turma de 5ª série fazia fila para assistir. Na primeira conversa com a orientação pedagógica, os dois ouviram que não deveriam se esconder. A esperança era de que, em público, a atitude mudaria. Não foi o que ocorreu. Ao contrário, os amassos passaram para o pátio, a porta da escola, os corredores – e pais, alunos e funcionários ficaram incomodados com a situação.

“Os jovens estavam testando os limites”, lembra o orientador educacional Bruno Weinberg. “Por isso, tivemos de deixar claro até onde eles poderiam ir.” Sem partir para a repressão ou a proibição, ele explicou que as intimidades entre namorados são normais, mas que a escola não é lugar para isso. Para Maria Helena Vilela, o que faz o adolescente agir assim são as mensagens dúbias que ele recebe (seja da mídia e dos amigos, seja da família ou da escola). Por isso, o melhor é mesmo conversar e estabelecer o que os jovens podem fazer, onde e como.

Na escola

■ Discuta as regras com todos os professores e funcionários para que as mensagens sobre limites sejam coerentes.

■ Deixe claro para os alunos o que é permitido e o que é proibido, explicando os motivos.

Em casa

■ Analise o que você suporta ou não dentro de casa. É direito dos pais controlar o comportamento dos filhos.

■ Tenha disponibilidade para ouvir seu filho e construir as regras com ele.

A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO

Pessoas com deficiências físicas, mentais ou sensoriais manifestam sua sexualidade tanto quanto os demais. O problema é que muitos os consideram “anormais” e, portanto, vêem essas atitudes também como anomalias, segundo o pesquisador Hugues Ribeiro, do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista em Marília (SP). Ele recomenda tratamento igual para todos, com abordagem adaptada ao tipo de deficiência do aluno.

■ Com alunos com deficiência mental, é preciso tornar as informações mais acessíveis e repeti-las várias vezes usando linguagem simples, material concreto ou exemplos. Caso um aluno insista em passar a mão nos colegas, por exemplo, fale que isso não pode ser feito sem a concordância da outra pessoa e que existem situações em que o toque é permitido e outras em que não. Para facilitar a compreensão, mostre gravuras de cenas do cotidiano e pergunte em quais tocar é permitido. No consultório, o médico pode examinar o paciente? E no ônibus, um passageiro pode passar a mão nos outros? Entre dois namorados isso é aceitável? E com os colegas da escola?

■ Geralmente quem tem deficiência física apresenta auto-estima corporal baixa por não se enquadrar no “padrão de beleza”. Falar do corpo, para eles, costuma ser difícil. Ajude- os contando histórias de pessoas com deficiência que se realizaram pessoal e profissionalmente. E adapte as atividades de sala de aula para incluí-los.

■ Alunos com deficiência visual precisam de material concreto para manipular, como modelos dos órgãos sexuais e esquemas em alto-relevo.

■ Já quem tem deficiência auditiva nem sempre consegue explicar suas dúvidas para o educador, que muitas vezes tem dificuldade para transmitir as informações a eles. A solução é usar muitas figuras, diagramas e esquemas para facilitar a visualização e a assimilação dos conteúdos.

 

NÃO SE DEIXE LEVAR PELA PRESSÃO DO GRUPO

“A adolescência é um período de busca de identidade, no qual a opinião dos amigos e do grupo têm grande valor. Porém, a primeira experiência sexual deve ser fruto de uma decisão pessoal”, afirma a psicóloga Katia Mendes. Ela destaca que ceder à pressão do grupo, desrespeitando os próprios sentimentos, pode afetar futuros relacionamentos afetivos. Desenvolver a autoestima e a autoconfiança dos jovens é a melhor maneira de ajudá-los. “É fundamental que os pais valorizem os filhos e o que eles fazem, em vez de apenas apontar-lhes os erros”, diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana.

RESPEITE A SI MESMO E AO OUTRO

O “não” do outro deve ser respeitado sempre, diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana. “Por mais que doa, é importante que o garoto ou a garota respeite a decisão do outro, mesmo que ele resolva desistir de uma relação no meio do caminho.” E tão importante quanto esse cuidado é respeitar a si mesmo e aos próprios limites. “O adolescente deve ter a clareza de que não deve fazer sexo para agradar o outro, mas por sua própria vontade e decisão”, diz a psicanalista Lélia Marília dos Reis.

PRESERVATIVO ATÉ PARA SEXO ORAL

Uma das primeiras lições de sexo que os pais devem dar aos filhos deve ser a da importância do sexo seguro, inclusive no caso do sexo oral. Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan, lembra que, com exceção da Aids, cuja transmissão raramente ocorre pela boca, outras DSTs, como sífilis e gonorreia, são facilmente disseminadas pelo contato com a mucosa oral. “Também existem vários casos de câncer de garganta que foram causados pelo vírus HPV”, fala. A proteção no sexo oral é mais fácil do que parece. Meninos e meninas devem usar camisinha. “No caso delas, basta pegar o preservativo, tirar o anel, cortar no sentido do comprimento e usar como um lençol sobre a vulva. É melhor do que filme plástico, que tende a enrolar, dificultando o manuseio”, fala Maria Helena.

NÃO SE DEVE PÔR A CAMISINHA APENAS ANTES DE GOZAR

O preservativo deve ser colocado assim que o pênis fica ereto. Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan, explica que basta o contato de mucosas com o fluido lubrificante do pênis ou líquidos vaginais para a possibilidade de contaminação com diversas DSTs. Outro risco é a ocorrência de uma gravidez não planejada. “A maioria dos homens não sabe controlar a ejaculação e, provavelmente, ejaculará antes que possa vestir a camisinha”, diz o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr. Além disso, mesmo sem penetração, se houver ejaculação em local próximo à vagina, o espermatozoide pode ser conduzido pela secreção vaginal e chegar até o útero, fertilizando o óvulo.

PARA ENGRAVIDAR, BASTA TRANSAR UMA VEZ

Muitas adolescentes procuram o médico após a primeira relação sexual, mas a preocupação com a prevenção deve começar bem antes. Segundo pesquisa realizada, em 2012, pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), uma em cada cinco jovens que se tornaram mães antes dos 20 anos engravidou em sua primeira relação sexual. Mas nem pense em assustar o seu filho adolescente com probabilidades de risco. “Ainda que você dissesse que existe 99% de risco de gravidez em uma relação sexual, o adolescente sempre iria achar que se encontra entre esse 1% que se salva”, diz Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan. Por isso mesmo, a melhor estratégia é informar e esclarecer, sempre.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE NÃO É MÉTODO ANTICONCEPCIONAL

Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan, alerta que muitos jovens têm abusado do medicamento, que impede um possível óvulo fertilizado de se alocar na parede do útero, inviabilizando a gravidez. A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, que não deve ser usado regularmente. Ela deve ser tomada até 72 horas após uma relação sexual desprotegida e sua eficácia será tanto maior quanto mais rápido for administrada. Por conter alta dose de hormônios, pode provocar reações adversas como náuseas, dor de cabeça, diarreia ou alterações do ciclo menstrual.

ÁLCOOL E SEXO NÃO COMBINAM

Muitos jovens bebem para relaxar e se soltar. No entanto, acabam se tornando mais vulneráveis ao sexo inseguro e mesmo à violência sexual. Afinal, o álcool reduz a capacidade de discernimento e julgamento crítico. Os riscos ficam maiores, ao mesmo tempo em que os benefícios permanecem questionáveis. “Por ser uma bebida depressora do sistema nervoso central, o álcool tira a sensibilidade da pele e as respostas aos estímulos sexuais ficam mais lentas”, diz Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan. “Em doses mais altas, o álcool pode até impedir que o orgasmo ocorra, seja em homens ou mulheres”, afirma o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr.

SE ESTIVER COM VERGONHA DE TIRAR SUAS DÚVIDAS EM CASA, PROCURE UM MÉDICO

O diálogo sobre sexualidade deve ser natural e aberto desde a primeira infância. Os pais devem se mostrar disponíveis, mas sem pressão. Se ainda assim, os jovens se sentirem desconfortáveis para conversar sobre o assunto em casa, cabe aos adultos apresentarem boas alternativas. Segundo o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., os adolescentes podem recorrer a professores, profissionais de saúde e a livros especializados. No caso da Internet, é necessário sempre checar a qualidade do site antes de apresentá-lo ao adolescente.

É IMPORTANTE CONHECER E CUIDAR DO PRÓPRIO CORPO

Conhecer os limites do próprio corpo e assumir uma rotina de cuidados com ele é uma lição que deve ser passada na infância e consolidada na adolescência. Nesse sentido, a masturbação não deve ser condenada, mas compreendida como uma importante forma de autoconhecimento. Os jovens também devem adotar o hábito de fazer consultas periódicas com o ginecologista ou o urologista. “O adolescente deve se consultar, pelo menos, uma vez por ano com o especialista, mesmo que ainda não tenha vida sexual. O médico poderá acompanhar se o desenvolvimento está ocorrendo normalmente e diagnosticar qualquer anormalidade, como o câncer de testículo, que pode surgir na adolescência”, diz a psicanalista Lélia Marília dos Reis.

MENINOS E MENINAS TÊM OS MESMOS DIREITOS

A sociedade ainda tem muitos preconceitos que podem interferir na adoção de comportamentos sexuais seguros. “Meninas que andam com camisinha na bolsa, por exemplo, costumam ser malvistas. É necessário romper esses estereótipos e os preconceitos de gênero que começam ainda na infância”, diz a psicanalista Lélia Marília dos Reis. Segundo a especialista, meninos e meninas devem ser educados para assumirem as mesmas liberdades e responsabilidades, de forma que possam vivenciar o sexo com prazer, segurança e tranquilidade.

 

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