‘Diário de uma Garota Normal’ trata de sexo de forma aberta

Oi meninas hoje vou falar de um livro que virou filme que eu achei a sinopse muito interessante.

Diário de uma garota normal

Minnie é uma garota de 15 anos que registra num diário tudo o que sente e acontece em sua vida.

Seu relato é incomum apenas porque ela conta tudo. Não há aqui a sutileza das histórias para meninas, quase sempre romantizadas para parecerem mais leves. A descoberta da sexualidade, o interesse pelos garotos, as novas amizades, tudo é contado de forma tão natural que acaba por revelar como o mundo adulto é cáustico, doloroso e cruel, se visto pelos olhos de uma adolescente que está prestes a entrar nele.

Minnie é um personagem fictício. Mas é também a adolescente mais realista que se pode encontrar em qualquer mídia, a todo momento. “Eu tinha uma caixa cheia de diários que escrevia quando adolescente, e mesmo quando criança”, conta Phoebe ao Estado, por e-mail. “Durante anos, os escondi, mas, com o tempo, a necessidade de mantê-los em segredo acabou. Comecei a ler esses documentos depois dos 30. Fiquei espantada pela voz que parecia gritar para mim daquelas páginas. A voz era a minha e, no entanto, não era eu. Senti que tinha de pegar aquela adolescente autora dos diários como se ela fosse uma boneca, e sussurrar ao seu ouvido: ‘Vou deixar que você conte sua história’.”

O livro se passa na São Francisco dos anos 1970, quando Minnie já pretende perder sua virgindade. A sexualidade, aliás, faz parte de sua rotina por causa da mãe liberal – é ela, aliás, quem recomenda que o próprio amante saia com a filha. O encontro termina na cama. Diário de Uma Garota Normal foi comparado, por alguns críticos americanos, ao clássico Lolita, de Nabokov.

Bel Powley. Ela vive Minnie no cinema

“Não li Lolita quando adulta”, conta Phoebe. “Li boa parte do livro quando era muito jovem, talvez aos 10 ou 11 anos. Dizendo isto, admito que meus pensamentos atuais sobre a obra de Nabokov são influenciados totalmente pelas opiniões e pelos gostos de uma garota pré-adolescente. A capa de Lolita despertou o meu interesse. O que eu procurava nesse livro e em outros que eram dos meus pais (como Almoço Nu, de William Burroughs, o título me conquistou) era divertimento e informações sobre o sexo. Lolita tinha inúmeras descrições muito ousadas (e portanto, me interessavam), mas não gostei do livro. Ficava gelada enquanto o lia. Me enojava, me assustava. Não havia nenhuma Lolita em Lolita, ela não era uma pessoa real. De certo modo, esperava me identificar com o personagem do título, mas, ao contrário, me senti apagada. Aquilo me deixou revoltada. Era assustador. Odiei. Mas é claro que minha atitude se baseia numa interpretação infantil do livro.”

Desde que o Diário foi publicado em 2002, tornou-se Bíblia para muitas meninas, que não se viam nas obras direcionadas para adolescentes. Phoebe acredita as jovens não são representadas corretamente na mídia. “Em geral, elas recebem papéis limitados. Podem representar a virgem, apresentada como uma conquista em potencial, ou como uma prostituta, que foi ‘usada’ por outros homens, e é ultrajada ou vista como ‘um brinquedo de graça’”, diz. “Mulheres jovens têm sentimentos sexuais e curiosidade sexual tanto quanto os jovens. Entretanto, suas motivações e esperanças nem sempre se equivalem, e essas diferenças são causadoras do drama dos relacionamentos.”

Comentários na imprensa internacional

A história da protagonista de Diário de uma garota normal é algo tão arriscado quanto revelador, e segue explorando o amadurecer de uma menina sem espaço para  remorsos, julgamentos ou sensacionalismo; é como se Lolita fosse autorizada a contar sua própria história.  VOGUE/EUA

Minnie é um campo de força viva que, através dos clichês da decadência do universo adulto, cativa o leitor com sua sinceridade, esperanças, ideais e paixão. Ela é uma dos protagonistas adolescentes mais convincentes que existem; complicada, contraditória, posando de mulher. Seu diário é estimulante. É para ser devorado e carrega uma intensidade emocional incrível.  San Francisco Chronicle

Aqui temos a representação mais honesta da sexualidade feminina que há muito não se produzia; trata-se de uma reflexão sobre a adolescência, por meio de um viés literário que raramente se viu desde Salinger.  Nerve.com

E ai, o que acharam?

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