O Pequeno Príncipe – livro e filme

Oi meninas!!!!

Hoje vou falar do meu livro preferido e do filme que me emocionou muito.

Livro

Antoine utilizava apenas uma maneira de se comunicar: O linguajar das crianças. Quem nunca tinha lido o livro antes, pode ter pensado que era apenas um livrinho bonitinho voltado para meninos de dez anos. É quase o oposto. O livro é todo bem estratégico, pois além de ter uma narrativa em primeira pessoa para com os leitores, ele “desperta” a criança adormecida no adulto rotineiro, pai de família, homem de negócios. É como se Antoine se dirigisse para alguém e dissesse: “Ei! Lembra como era sua infância? O que costumava fazer? O que gostava de ficar? Quem você era e onde você estava quando viajava em sua mente?”. A criança tem um poder imenso de imaginação que muita gente não imagina.

Quando crescemos, parece que esse nosso lado imaginativo é deixado de lado, esquecido, mas nunca eliminado. É o mesmo que alguém ligar a tv e passar desenhos animados. A maioria para para assisti-los, porque desperta nossa criança interior.

Antoine com toda a certeza deve ter acreditado ser novamente essa criança. Ele se colocou há 30 anos atrás, e criou um menino que vivia em um lugar além de nosso conhecimento. Com o acidente que sofreu em  1935, no deserto, Antoine teve alucinações por falta de alguns mantimentos, pessoas e água, fazendo-o com que voltasse e criasse o Pequeno Príncipe, quanto aos seus pensamentos no momento.

As situações do livro em que são divididas são momentos de reflexão, como por exemplo, a viagem do príncipe pelos planetas a procura de um amigo:

 A Rosa: O Pequeno Príncipe sentia-se muito sozinho em seu pequeno planeta, plantando assim, uma rosa. Pena que a delicada não era tão delicada. A rosa era extremamente exigente e cheia de frescuras. Porém, de tão bonzinho que era, o Pequeno Príncipe aderia à suas vontades. “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”.

O Rei: Onde já se viu um rei que não manda em ninguém? Aliás, fingia mandar. Afinal, não tinha reino, não tinha empregados, nada, nada em sua volta! “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar”.

O Bêbado: Nada da vida faz, além de beber, e além do mais, não resolve nada para melhorar a vida. “Bebo para esquecer a vergonha de beber”.

O Homem de Negócios: Em seu planeta, está ele, que vive trabalhando para ganhar mais e mais. Porém, o que ganha, nunca usa, pois sua vida se resume a trabalhar e não parar. É o “adulto”. “Compro estrelas para comprar mais estrelas!”.

 O Acendedor de Lampiões: Acende, apaga, acende, apaga, acende… Como o Homem de Negócios, sua vida se resume a uma coisa só. O planeta gira e ele vive na mesma rotina de apagar os lampiões de seu planeta. “Aí! que está! O planeta de ano em ano gira mais depressa e o regulamento não muda!”.

O Geógrafo: Ele estuda todos os lugares e tudo nos mapas, mas nunca saiu da cadeira para conhecê-los! “É muio raro um oceano secar, é raro uma montanha se mover”. 

 O Vaidoso: Elogios, mais elogios! Ele vivia sua vida só disso, como se as pessoas fossem seu infla-ego. “Mas o vaidoso não ouviu […] Só ouvia elogios”.

A Serpente: O Príncipe quase caiu nas ameaças da serpente, que fingindo sua amiga, tinha intenções piores. “Mas eu sou mais poderosa que o dedo de um rei”.

 A Raposa: Com suas conquistas e viagens, houve algo que valeu a pena. Um ser que mostrou que a amizade é algo que não se compra, e se for forte, dura para sempre, não importando a distancia. “Tu tornas eternamente responsável pelo que cativas”.

Filme

Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteroide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.

Quem, no mundo literário, não está louco para assistir O Pequeno Príncipe? Por isso, eu não poderia deixar de comentar essa adaptação cinematográfica tão aguardada. O Pequeno Príncipe é um livro publicado em 1943, pelo escritor Antoine de Saint-Exupéry. É o livro em língua francesa mais vendido no mundo e o terceiro livro mais traduzido no mundo. Ou seja, é um sucesso.

O filme é uma graça. Em um primeiro momento, ele chama a atenção por possuir dois tipos de animação diferentes, stop motion e computação gráfica, o que é fantástico. Vale mencionar que a história do filme não é a mesma história do livro. Na verdade, o filme conta a história de uma menina super fofa que é fortemente controlada por sua mãe, que decide planejar toda a vida dela a partir de uma planilha que ela deve seguir a risca, sem nenhum descanso.

É evidente que o filme busca retratar assuntos já discutidos no livro, como a vida adulta, as regras e as normas a serem seguidas e a ausência de imaginação e criatividade presentes nessa fase da vida. Vale mencionar que o ritmo do filme é um pouco lento, o que, acredito eu, possa ser um empecilho para as crianças, que normalmente são mais agitadas e talvez possam se entediar facilmente.

A menina, até então vivendo como uma adulta, conhece seu vizinho, o aviador, que, ao contrário dela, vive como uma criança. E ambos começam uma relação muito rica e poética, que apresenta à menina uma coisa que até então ela não conhecia, a amizade. Um detalhe interessante é que nenhum dos personagens tem nome. Isso pode ser interpretado de diversas formas. Eu acredito que o intuito disso seja mostrar que todos podemos ser a menina ou o senhor. São personalidades que representam todos nós.

E você pode estar se perguntando: “Cadê o pequeno príncipe?” Pois é, o senhor conta a história do principezinho para a menina, ensinando a ela valores que o príncipe lhe ensinou e, a partir daí, qualquer coisa que eu disser é spoiler. Recomendo que todos assistam ao filme e, claro, leiam o livro. Porém, tenham em mente que um independe do outro e se você for assistir o filme esperando ver o livro reproduzido integralmente, corre o risco de se decepcionar.

Por fim, não poderia deixar de mencionar a trilha sonora que está simplesmente maravilhosa, tocante e muito sensível. O filme, mais uma vez, não é direcionado para o publico infantil. Até mesmo as músicas, que possuem um ar doce e melancólico, são diferentes das músicas que estamos acostumados a ouvir em filmes infantis. É um filme para adultos refletirem e, eventualmente, se emocionarem.

 

 

Agora vejam esse vídeo que conta o que podemos aprender com o principezinho.

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