Como Vencer a Timidez

Oi meninas!!!!

Para alguns a timidez soa como charme, para outros um problemas que requer ajudar. Entenda as razões.

As mãos suam frio, a voz fica mais contida e se o motivo for paixão, ai tudo se torna ainda mais desconcertante. As bochechas chegam a ficar vermelhas, como as do personagem Dengoso, da fábula “Branca de Neve” dos irmãos Grimm. Quem nunca sentiu ou conheceu alguém que já vivenciou esses sinais de timidez? Afinal, faz parte da vida. O único problema é que quando esse desconforto passa a prejudicar a pessoa, ao ponto de restringir sua capacidade de agir, se locomover ou até interagir dentro do meio em que está inserida. “Um certo nível de timidez pode ser útil para quem a vive, afinal, pode se tratar de uma oportunidade para avaliar o ambiente e seus riscos”,  explica o psicólogo clínico e membro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Dr. Milton dos Santos Bicalho. Mas é preciso estar atento quando essa obsessiva preocupação com atitudes, reações e pensamentos dos outros (sejam reais ou imaginários) passam a interferir nas questões do dia a dia e no trabalho, ao ponto de a pessoa se sentir fragiizada, insegura e se isolar com frequência.

No fim das contas, o que importa mesmo é perceber se essas reações lhes causam prejuízos na vida social ou pessoal, e procurar o auxílio de um psicólogo, se for o caso.

Como saber?

Muitas vezes, a timidez pode ser momentânea e também relacionada a uma insegurança causada pela expectativa do que é novo; por não se saber o que acontece depois ou pelo medo de possíveis julgamentos, mas de acordo com a Dra. Gabriela Consendey, psicóloga clínica do Rio de Janeiro, só é possível ter a certeza de que os motivos são apenas estes, quando se consegue das os primeiros passos para superar esses desconfortos iniciais. “Afinal, uma pessoa pode não ser tímida por natureza, mas sentir insegurança ou retraimento em determinadas situações da vida, como falar em público ou estar em evidência de certa forma”, diz a especialista.

Entretanto, se o acanhamento ocorrer com grande frequência e intensamente será preciso buscar ajuda de um profissional “para identificar suas causas”, diz a especialista.

O ambiente familiar ou a cultura em que a pessoa está inserida, certamente influenciam no seu comportamento, mas é a maneira como ela recebe essas informações e lida com esses estímulos que fará toda a diferença.

Timidez e outras causas

De acordo com Dr. Milton, muitas vezes, a timidez é confundida com inibição. “Esta é mais complexa, por se tratar da inibição de um sintoma e, por tabela, do pensamento inconsciente de que: ‘qualquer manifestação de minha parte pode estar denunciando algo sobre mim'” ressalta.

Por outro lado, às vezes, a timidez também pode ser comparada à fobia social. “Mas ambos são modos de funcionamento subjetivos bastante diferenciados. Enquanto a fobia envolve um afastamento do sujeito, por não conseguir suportar a convivência social, a timidez possui um caráter de limitação na capacidade de ação e reduções de estratégias de negociação com o meio”, explica o medico.

Portanto, a fobia requer tratamentos longos e complexos, que podem exigir medicação, enquanto a timidez pode ser “trabalhada” com processos subjetivos, como por exemplo, a prática de teatro e dança; a socialização em novos grupos de convivência de diversas ordens, incluindo os grupos religiosos, e orientação psicológica, quando necessário. “Como consideramos a timidez uma características, aspecto de socialização, na maioria dos casos ela pode ser enfrentada com métodos que podem ampliar a capacidade da pessoa, tanto de leitura da realidade, quanto de recursos para lidar com ela”, completa Dr. Milton.

Dicas

Alguns constrangimentos podem ser evitados com as dicas da Dra. Gabriela:

  1. Realize movimentos contrários ao isolamento, mesmo que seja aos poucos, “sem agredir sua própria natureza”;
  2. Mantenha seus vínculos afetivos;
  3. Procure se interessar pelas pessoas e suas histórias, e assumir compromissos;
  4. Procure ajuda médica, como um psicólogo. Falar com o profissional às vezes pode ser melhor que falar com a amiga que já nos conhece e vai repetir como um papagaio: “você é linda, esperta, engraçada. Pare de se torturar e abre os olhos para enxergar a pessoa maravilhosa que você é”. E nem é culpa dela, é que você é tudo mesmo, só não consegue enxergar.
  5. Se você é muito tímida, force-se! Sério. Faça aulas de teatro. De dança. De qualquer coisa que faça com que conviva com o maior número de pessoas possível. A pratica leva a perfeição. Ou quase isso porque como sabemos a perfeição não existe.
  6. Lembre-se: ninguém é perfeito.
  7. Não olhe para os lados. Sério. Não olhe para os lados. Se você é baixa, não gaste energia odiando ser baixa e desejando que na outra vida venha do tamanho de uma girafa. Saltos foram inventados para isso. Use-os. Se você é alta. Não se curve, não se esconda. Desfile. Homens gostam de mulheres confiantes. Altas. Baixas. Magras. Gordas. O que conquista é a confiança. Aquele brilho que a pessoa tem. Aquele algo a mais que ninguém explica.

Clarisse Lispector já disse: “Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”. Portanto, não se leve tão a sério. Ria de você mesmo. De repente aquilo que você tanto odeia, é o que te torna única, especial e exatamente por isso, incrível!

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