Sou vegetariana, e daí?

Oi meninas!!!!

Tenho uma coisa para confessar: sou vegetariana. Mas não como só vegetais, também como ovo e consumo derivados do leite (oovolactovegetariano).

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Como o próprio nome já indica, vegetarianismo trata-se de um regime alimentar baseado, primariamente, em vegetais e frutas. Alguns vegetarianos acreditam que ingerir leite e comer ovos é necessário, no entanto, a carne de origem animal é totalmente abolida pela maioria (e por mim também) dos que se consideram vegetarianos.

 

Tipos de Vegetarianismo

Apesar do termo vegetariano ser popularmente aplicado a todos aqueles que deixam de comer carne, vale lembrar que existem diferentes tipos de vegetarianismo. São eles:

Ovolactovegetarianos (tipo eu)

Podemos dizer que este é o tipo de vegetarianismo clássico e o mais comum nos dias atuais. Como o nome já sugere, os ovolactovegetarianos não consomem nenhum tipo de carne (seja frango, peixes ou frutos do mar) mas ainda sim incluem ovos e laticínios na dieta.

Como o leite, queijo, iogurte e ovo estão liberados, a dieta ovolactovegetariana é considerada a menos restritiva (e também a mais fácil de ser seguida) de todas as dietas vegetarianas, pois inclui boas fontes de vitamina B12 e de cálcio, excluindo assim a necessidade de suplementação desses nutrientes.

Lactovegetarianos

Assim como os ovolactovegetarianos, os lacto vegetarianos não consomem nenhum tipo de carne, mas ao contrário deles, os lactovegetarianos também excluem os ovos da dieta, consumindo somente laticínios e demais produtos de origem vegetal.

Vegetarianos

Os vegetarianos (também conhecidos como vegetarianos estritos) não consomem carne, ovos e nenhum tipo de laticínio.

Veganos

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Além de não consumir qualquer alimento de origem animal (incluindo o mel e a gelatina), os veganos também evitam utilizar produtos cuja fabricação inclua produtos originados de animais, como é o caso do couro e da lã. Os veganos também não consomem produtos que tenham sido testados em animais, como é o caso de alguns cosméticos.

Beneficios

Ter uma dieta vegetariana pode resultar numa vida mais longa, de acordo com um estudo publicado no periódico JAMA Internal Medicine. Segundo a pesquisa, realizada por profissionais da Universidade Adventista do Sétimo Dia de Loma Linda, nos Estados Unidos, os vegetarianos têm um risco 15% menor de morte, enquanto os ovo-lacto-vegetarianos (que têm uma dieta baseada em ovos, leite e produtos derivados destes) têm um risco de morte 9% menor que pessoas que possuem uma dieta com carnes. Já os pesco-vegetarianos (que também comem peixe) têm um risco 19% menor de morte. Por fim, os semivegetarianos (consomem menos carne que uma pessoa em dieta padrão e não ingerem carne bovina e suína, embora comam carne de frango e peixe) têm um risco 8% menor de morte em comparação com os que se alimentam de carne com mais frequência.

O estudo abarcou 73.308 homens e mulheres (todos adventistas do sétimo dia, assim como a instituição), que foram recrutados entre os anos de 2002 e 2007, e foram acompanhados por um período médio de 5,79 anos. Durante esse período, 2.570 pessoas morreram.

A pesquisa também destaca que os vegetarianos tendem a possuir certas características: são casados, altamente escolarizados, mais velhos e magros. Eles se exercitam mais, não fumam nem bebem – fatores que também podem explicar essa maior longevidade.

A Universidade de Loma Linda é conhecida pelos seus estudos sobre vegetarianismo e saúde. Uma outra pesquisa realizada nessa instituição revelou que homens adventistas vegetarianos californianos vivem 9,5% mais do que os outros homens que não têm esse perfil; já as mulheres adventistas vegetarianas californianas vivem 6,1% a mais do que as outras californianas com hábitos diferentes destes.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford, que saiu no início de 2013, mostrou que o consumo de uma dieta vegetariana reduz o risco de doença cardíaca em 32%, em comparação com uma dieta baseada em carne e peixe. Essa pesquisa abarcou 45 mil pessoas no Reino Unido, sendo 34% delas vegetarianas. Os pesquisadores descobriram nesse estudo que os vegetarianos também eram menos propensos a ter índices de massa corporal elevado, como também a ter diabetes. Um estudo de 2011 publicado na revista Diabetes Care mostrou que uma dieta vegetariana está associada a uma diminuição de fatores do risco de síndrome metabólica, que é um conjunto de distúrbios que estão associados com um risco maior de diabetes e doença cardiovascular.

Razões par ser vegetariano

Vocês devem estar se perguntando porque eu sigo essa alimentação e posso dizer pra vocês com algumas palavras.

É comprovado cientificamente que vegetarianos correm menos riscos de doenças cardiovasculares.

É comprovado cientificamente que vegetarianos correm menos riscos de câncer.

É comprovado que vegetarianos correm menos riscos de diabetes.

Vegetarianos tem 20% a menos de colesterol que as pessoas que comem carne, além de irem a hospitais 22% a menos que os carnívoros.

A carne contém substâncias como hormônios, pesticidas e antibióticos que são dados aos animais em cativeiro. Estas substâncias são 15 vezes mais concentradas na carne que nos alimentos vegetais.

O sofrimento infringido aos animais que são criados em cativeiros e destinados ao abate não encontra justificação racional quando podemos nos nutrir de outros alimentos. Os animais não devem ser tratados como meios, serem explorados e mortos em função de nossos desejos e hábitos. Nos EUA, a cada hora meio milhão de animais são abatidos.

Casos de envenenamento por comida são em sua maioria causados pela carne.

Podemos obter através de uma dieta vegetariana equilibrada todas as vitaminas, proteínas e minerais necessários à sobrevivência. A carne não é indispensável.

Os embutidos, como as salsichas, são feitos de restos de carne animal, dentre esses restos os intestinos. Quem garante que estes intestinos estão limpos e livres de coliformes fecais quando utilizados?

Com uma alimentação vegetariana a fome seria imediatamente eliminada. 100 acres de terra produzem carne para 20 pessoas, enquanto produzem grãos para 240 pessoas!

A concorrência entre os frigoríficos barateia a carne e cria sistemas de criação e abate cada vez mais cruéis.

A poluição de lagos e de lençóis freáticos acontece principalmente devido à liberação de excrementos da criação de animais em larga escala. Somente a criação de animais nos EUA produz 39000 kg de excrementos por segundo!

Metade da poluição das águas do mundo acontece devido a criação de animais. Igualmente o consumo de água para a criação de animais é alarmante: para produzir 1 kilo de carne são necessários de 20000 a 3000 litros de água, enquanto que para produzir 1 kilo de trigo são necessários somente 150 litros de água.

Cerca de 80% das áreas cultiváveis no mundo são utilizadas para pasto e criação de animais! Enquanto em 1 hectare de terra 22500 kg de batata podem ser colhidos, a mesma área somente 185 kg de carne são produzidos.

90% do desmatamento de florestas tropicais é decorrente da criação de animais e mais de 1000 espécies são extintas com o desmatamento.

A plantação de soja, grande responsável pelo desmatamento, serve principalmente para produzir rações para a criação de animais. A soja utilizada na alimentação humana é uma porcentagem ínfima frente à produzida para a alimentação dos animais em cativeiro.

Em uma vida inteira uma pessoa consome 36 porcos, 36 bois e 750 frangos e perus! É muita morte para uma pessoa só, não acha?

Uma alimentação vegetariana é muito mais rica e criativa que a alimentação carnívora, geralmente restrita à carne como alimento principal.

A digestão da carne é uma digestão difícil, que consome energia e causa cansaço após sua ingestão. A alimentação vegetariana é leve e não sobrecarrega o organismo.

A alimentação vegetariana é mais barata e econômica. Com o dinheiro de 1 kilo de carne você pode fazer um sacolão de legumes e verduras.

A carne causa o envelhecimento prematuro das células do corpo.

A dieta vegetariana é rica em fibras e proporciona a saúde do intestino impedindo a prisão de ventre.

Animais são amigos, não comida! Se você não come uns, porque come outros?

Segundo as religiões orientais, o sofrimento que causamos ao outro, seja humanos, animais ou à terra, retorna para todos nós na forma de mais sofrimento.

Porque o vegetarianismo é a dieta mais coerente com a atual situação do planeta, que necessita de sustentabilidade.

“Sou vegetariana e pode me discriminar, pode fazer piadinhas, pode me fazer chorar, mas não vou ser cúmplice, não vou ser conivente, não vou patrocinar a crueldade, a falta de amor, falta de ética. Nunca vai entrar na minha cabeça que devo comer um cadáver porque é melhor pra mim. Não é melhor pra mim, não é melhor pra você, é melhor pra quem quer te manipular, é melhor para grandes empresas, é melhor para os criadores de gado. NÃO PRA MIM!

Não sou anormal, pára de me ver assim, não quero bancar “a diferente”, só quero viver da forma como acredito que é melhor, só quero fazer o que acho certo, só quero não ser acomodada e manifestar a minha indignação!” Jesyka Leticia – http://www.vegetarianismo.com.br/?p=2028

Veja o que um médico fala sobre isso:

 

 

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