He for She

Oi meninas!!!

Hoje vou falar sobre a campanha de igualdade de gêneros criada pela atriz Emma Watson.

HeForShe (Eles por Elas) é descrito como um movimento solidário que tem como foco a igualdade de gênero. Um projeto que teve o pontapé inicial em 20 de setembro de 2014, em desenvolvimento pela ONU Mulheres. Dentre os porta-vozes está Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade, responsável pelo primeiro discurso, muito bem articulado, o que deu aval para o rebuliço.

Até então, a meta é engajar meninos e homens para que sejam agentes de mudança, a fim de alcançar o coração do projeto: a equiparidade entre os sexos. Não só isso, como conscientizar o sexo masculino sobre os direitos das mulheres. No geral, a campanha HeForShe quer encorajar meninos e homens a falar sobre esses e outros assuntos para impulsionar ações contra desigualdades direcionadas a meninas e mulheres.

Essencialmente, o HeForShe tem como foco atual erradicar a desigualdade de gênero, “o direito humano que mais sofre violações com o passar do tempo”, afirma o Action Kit. Ainda conforme esse documento, “independente da divulgação desse tópico, desigualdades entre meninas e mulheres vs. meninos e homens continuam a se manifestar de uma forma escandalosa ao redor do mundo”.

“Igualdade de gênero não é unicamente um problema feminino. É um problema de Direitos Humanos que afeta todo mundo. Todos nós nos beneficiamos socialmente, politicamente e economicamente com isso no nosso dia a dia. Quando mulheres possuem poder, toda a humanidade se beneficia”.

“Igualdade de gênero liberta a mulher e o homem de definir papéis sociais e estereótipos”.

6 lições que a campanha traz ao Brasil

1- O feminismo deve ser uma causa inclusiva

Assim como a atriz Emma Watson afirmou em seu discurso na ONU, quando convidou homens do mundo inteiro a se unirem pela campanha Eles Por Elas, a igualdade de gêneros sempre foi o objetivo do feminismo. “Essa campanha não significa que os homens vão protagonizar o feminismo. Essa é uma luta das mulheres, mas os homens são muito bem-vindos”, explicou a cantora Pitty.

2- Sem as cotas, igualdade de gêneros no mercado de trabalho pode demorar 80 anos

A diferença salarial entre homens e mulheres parece coisa do século passado, mas essa não é a realidade. “As cotas são um processo transitório. Precisamos delas, para não demorarmos quase 100 anos até alcançar a igualdade no mercado”, apelou Luiza Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza.

Ela, que ressalta a alta probabilidade da mulher abandonar o trabalho após a gravidez, hoje oferece um cheque de auxílio para que seus funcionários cuidem dos filhos, e não restringe o benefício apenas às mães. “Homens casados com homens, pais solteiros… Todos merecem”, completou.

3- Assédio é violência

O Brasil é um dos países com maior índice de violência contra mulheres, o sétimo no ranking mundial. Crescida no Espírito Santo, um dos estados líderes em casos desse tipo, a jornalista e documentarista Eliza Capai contou como a violência parecia um risco iminente na infância: “Achava que ser estuprada era só uma questão de tempo”.

Pesquisas do Instituto Perseu Abramo ainda indicam que, na maioria dos casos, os agressores têm ou já tiveram algum tipo de vínculo afetivo com a vítima. Para colocar para fora suas frustrações, também agravadas pelo machismo, descontam em suas parceiras, sem perceber que a cobrança pela força e dominância masculina é um elemento fundamental na equação.

4- A mídia deve se posicionar

Nada mais manjado do que uma propaganda de cerveja para ver como o Brasil ainda precisa se livrar de alguns estereótipos. “A publicidade precisa entrar com responsabilidade na casa das pessoas”, afirmou Rafael de Miranda, sócio-presidente da Agência Moma Propaganda. Afinal, a objetificação da mulher só ajuda a estimular o comportamento machista.

Outra observação de Eliza Capai chamou a atenção para o episódio lamentável no qual o ator Alexandre Frota contou, com detalhes, ao humorista Rafinha Bastos, sobre o dia em que estuprou uma mãe de santo. “Como isso pode ser normal?”, indagou a jornalista, resumindo a indignação de uma história tão odiosa ter sido transmitida e aplaudida em rede nacional.

5- “Mãe é mãe”?

É inquestionável o amor incondicional de uma mãe por seu filho, mas e quando apenas reproduzimos estereótipos ao dizermos que “só mãe entende” e “só mãe consegue”?. “Temos esses discurso de que mãe é mãe, tem coisa que pai não saber fazer. Isso limita”, aponta Débora Emm, publicitária e sócia de Inesplorato. Para ela, tratar o pai como uma figura coadjuvante ajuda a propagar a noção de que só a mãe merece uma licença para ficar com seu filho, por exemplo.

A responsabilidade, então, cai sobre a mulher de uma maneira diferente, não deixando escolha ao pai a não ser tomar para si o papel de provedor e “ajudante” na criação da criança. Claudio Henrique dos Santos, autor do livro Macho no Século XXI , no entanto, mostrou que outra dinâmica é possível. Ele, que trocou sua carreira como executivo para cuidar da filha e apoiar a esposa em seu trabalho, se diz em paz com sua decisão e torce para que cada vez mais homens ultrapassem barreiras para serem livres do machismo que também os prejudica.

6- A transformação começa agora

De acordo com o juiz federal Roger Raupp Rios, há uma pressão cada vez maior para que a discussão de igualdade de gêneros não seja discutida nas escolas brasileiras. Ou seja, o papel de promover discussões sobre a equidade de direitos e deveres entre homens e mulheres corre o risco de tornar-se tabu nas escolas, onde o esclarescimento de questões de gênero é essencial para que a criança aprenda noções de igualdade. “É um aburdo que a onda fundamendalista que vemos agora impeça a discussão de gêneros nas escolas”, criticou a pedagoga, especialista em Educação Popular Marilena Garcia.

Famosos que apoiam a campanha

Emma Watson

Harry Styles

Chris Colfer

Logan Lerman

Camila Cabello

Matthew Lewis

Usain Bolt

Caio Blat e Maria Ribeiro

O casal Caio Blat e Maria Ribeiro declararam seu apoio à campanha

Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert

Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert

Bela Gil

Bela Giu

 

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