9 coisas que você deveria saber sobre namorar alguém com deficiência

Oi meninas!!!!

Antes de qualquer comentário inicial, gostaria que você desse uma boa olhada nessa foto.

À primeira vista, é uma imagem tocante de um rapaz demonstrando que ele tá pouco se lixando para o que a sociedade pensa sobre os sentimentos dele. Pra esse rapaz, a única coisa que importa, é demonstrar o que ele sente por essa moça que suspira abaixo dele.

E aí? Essa imagem é o fim do mundo pra você? Não, claro que não. Essa é uma demonstração real do quanto uma pessoa limitada ou não, pode ser amada. E amar também.

Tá certo que como pessoas fisicamente limitadas, sempre ficam com o pé atrás especialmente com essa concorrência desleal constantemente se oferecendo, mostrando que podem dar mais do que podemos oferecer aos nossos amados, certo?

É o fim do mundo pra você? Não, não deve ser. Isso acontece com qualquer pessoa, independente de ser deficiente ou não. Se aparecer alguém se oferecendo pra quem você ama, e você também não ajudar, agindo de forma infantil e imatura, vai achar que vai conseguir o quê? Exatamente! Um par de chifres e um trauma terrível no que se refere a confiar nas pessoas.

Por causa dessas coisas eu resolvi citar algumas das coisas mais importantes que você precisa saber quando se trata de namorar alguém com deficiência.

Vou transcrever a lista que uma moça cadeirante fez no site Deficiente Ciente.

1. Frases mal escolhidas não vão te levar a lugar nenhum.

Definitivamente não tente frases como: “Posso dar uma volta?”, “Você quer correr?” e “Não beba e dirija.” Sério. Nunca é uma boa ideia. Essas frases foram tentadas comigo mais de uma centena de vezes ao longo dos últimos anos e elas, literalmente, funcionaram apenas uma vez. Nesse caso, não foi a frase, mas o fato de que o cara era simplesmente…super gostoso.

Relacionado: Acredite em mim quando digo que nem todas as pessoas com deficiência conhecem umas às outras. Vários homens vieram até mim em bares e tentaram puxar conversa dizendo: “Ei, meu amigo Dave está em uma cadeira de rodas. Talvez você o conheça?” As possibilidades são, não, eu não conheço Dave. Posso te assegurar que não há um clube secreto que todos nós frequentamos e essa não é uma boa maneira de causar uma boa primeira impressão.

Sinceramente, mulheres e homens em cadeiras de rodas preferem ser abordados com os mesmos tipos de cantadas horríveis que alguém que não está em uma cadeira de rodas. Chegar em uma mulher dizendo “Ei, linda” pode ser brega, mas pelo menos poderia lhe conseguir um sorriso.

2. Se você estiver surpreso com a minha cadeira de rodas, por favor, reaja com educação.

Eu tentei o mundo do namoro on-line por um tempo (alerta de spoiler: é o pior), muitas vezes deixando de fora o fato de que eu estou em uma cadeira de rodas até que a conversa tivesse progredido. Para mim, isso não deveria ter um impacto sobre o meu nível de atratividade, mas os caras que entraram em contato comigo geralmente tiveram algo ofensivo a dizer em resposta.

É totalmente compreensível ser surpreendido, mas é melhor agir com respeito ou explicar seus pensamentos. Responder com um “nojento” ou “você não deveria estar tentando namorar outra pessoa numa cadeira de rodas” não é apenas doloroso — é maldoso e ignorante.

3. Suponha que eu posso fazer qualquer coisa, até que eu diga o contrário.

Isso pode ser um pouco complicado, uma vez que isso normalmente vem de uma preocupação verdadeira. Alguns dos meus namorados me deixaram de fora de coisas como esquiar ou passar o dia na praia, ou constantemente achavam que eu precisava de ajuda porque achavam que as atividades seriam muito difíceis para mim. É melhor perguntar primeiro, e deixar eu dizer o que eu posso ou não fazer, do que nunca perguntar e ficar se perguntando (ou me excluir).

Até hoje, o homem que mais me ensinou me falou: “Garota, se eu achasse que você precisava de ajuda, eu não estaria com você agora.” Não era para ser maldoso, mas muito pelo contrário — ele simplesmente sempre assumiu que eu poderia fazer qualquer coisa, e eu amei conhecer alguém que tinha essa fé em mim.

4. Desconhecidos sempre vão olhar, e tudo bem se isso te incomoda.

Uma noite, em Vegas com um namorado, nós estávamos recebendo olhares sem parar de quase todos que passavam. A relação era bastante nova, e estava claro que ele não estava acostumado com os olhares estranhos. Meu coração se partiu por ele quando ele perguntou: “Não te incomoda quando as pessoas olham para você?” Ser olhada em público tornou-se tão normal para mim que eu muitas vezes não percebo que isso está acontecendo, até que afete a pessoa com quem estou. É uma experiência estranha no início, mas eventualmente você aprender a ignorá-la.

5. Você provavelmente deve vir armado com uma réplica inteligente.

Na maioria das vezes eu sou muito educada para o meu próprio bem, e quando estranhos se aproximam de mim e de quem quer que eu esteja namorando, eu muitas vezes me calo ou sorrio educadamente. Eles pensam que têm o direito de perguntar se podemos ter filhos, ou assumem que meu namorado é o meu cuidador.

Uma vez, eu estava saindo do meu carro em um festival de cerveja e vários estranhos gritaram com meu namorado por não me ajudar. Ele disse a eles que precisava de mais ajuda do que eu jamais precisaria. E uma vez em um restaurante, quando eu estava na faculdade, uma garçonete se dirigia apenas para meu namorado, até que ele destacou que eu poderia falar por mim.

A capacidade de pensar rápido em situações como essa o levarão longe — é uma maneira poderosa de mostrar aos outros que você está confortável, e que a situação é totalmente normal.

6. Faça qualquer e todas as perguntas que você tiver.

Qualquer relacionamento vai balançar quando não há comunicação aberta, mas é ainda mais importante quando você está namorando alguém com deficiência. Quer se trate de compreender a natureza da deficiência, expressar preocupações ou perguntar como as coisas estão indo no trabalho, nenhuma questão está fora dos limites.

Durante uma conversa com um antigo namorado, eu mencionei o acidente de carro que eu tinha sofrido de passagem, e ele olhou para mim completamente confuso. Nós nos conhecíamos há três anos, mas ele não sabia o porquê eu estava em uma cadeira de rodas, porque tinha muito medo de perguntar.

Simplesmente pergunte. Faça todas as perguntas que quiser, mesmo se achar que elas são inúteis. As respostas podem surpreendê-lo, e provavelmente será a diferença entre ter um relacionamento incrível e um ruim.

7. Sim, você pode brincar com a cadeira de rodas. E se isso não funcionar, largue tudo.

Nada é mais sexy do que uma pessoa que não dá a mínima para uma cadeira de rodas, porque está simplesmente muito focada na pessoa nela. Uma noite chata de sexta pode imediatamente se transformar em uma festa com uma garrafa de vinho, uma cadeira de rodas a mais e um cronômetro.

Normalmente sou hesitante em dançar porque sinto que a cadeira de rodas atrapalha e pode parecer completamente estúpido, mas em um casamento há alguns anos, toda a minha atitude foi alterada por um misterioso sósia do Zach Galifianakis. Esse cara em particular não tinha receios com a cadeira, me mergulhando e me girando até que nós dois estivéssemos um pouco tontos. A mesma pessoa também acreditava em largar completamente a cadeira sempre que possível. Três lances de escada? Não tem problema, jogue a menina sobre seu ombro (embora você, certamente, deva perguntar primeiro).

8. Cadeiras de rodas vêm com privilégios.

Digo isso, em parte, em tom de brincadeira, mas ei, sejamos sinceros — para cada nuvem há um raio de esperança. E, neste caso, namorar uma pessoa numa cadeira de rodas vem com privilégios inesperados para o acompanhante. Posso garantir, este é o único caso em que você pode entrar em um banheiro de avião com alguém e vão pensar: ah, ele está apenas ajudando-a..

Você também terá excelentes vagas de estacionamento, tempos de espera curtos em parques de diversões, ótimos assentos em jogos por um preço barato e tratamento preferencial em todo o mundo. Eu definitivamente não recomendo namorar alguém em uma cadeira de rodas apenas pelos privilégios, mas eles ajudam a compensar a parte mais difícil.

9. Amor é amor e uma pessoa é uma pessoa, não importa o pedaço de equipamento que ela esteja levando.

Não consigo enfatizar isso o suficiente. Nós todos temos bagagem; uma pessoa com deficiência física só tem uma bagagem que não pode esconder. Portanto, não deixe a cadeira, ou membro artificial, ou o que quer que seja, te impedir de perseguir alguém que você ache interessante.

Todas essas dicas e ideias não importam a menos que você tenha um cuidado e um respeito verdadeiro pela outra pessoa. Uma cadeira ou qualquer outra coisa que não se tenha controle nunca deve reduzir o nível de amor e respeito que você tem por alguém.

Então, eu os deixo com palavras ditas não por mim, mas que cada pessoa merece ouvir em algum momento: “Eu não me importo com a cadeira, ou qualquer outra coisa. Eu só sei que você é incrível e eu quero que todos saibam que eu estou com você.”

 

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