Por que devemos lutar pelos nossos direitos?

Oi meninas!!!

Desde o final do Século 19, as mulheres mobilizaram-se no Brasil e no mundo na luta pelos direitos civis, políticos e sociais. Muitas batalhas foram vencidas. Agora a mulher tem direito ao voto e pode se candidatar, tem direito ao estudo, mas a marca da desigualdade ainda está presente na sociedade brasileira.

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Relembre velhas lutas e uma conquista que mudou as vidas das mulheres:

Até 1962, as mulheres casadas só podiam trabalhar fora de casa se o marido permitisse. Isso foi uma limitação imposta pelo Código Civil de 1916.  Ele substituiu a legislação portuguesa até então vigente e, assim, alinhou o país num quadro liberal. Mas isso não significou avanço algum  para os direitos civis das mulheres.

Em troca da proteção do casamento, os elaboradores do Código estabeleceram o homem como o chefe da família. Cabia a ele determinar o lugar de residência da esposa e dos filhos, administrar o patrimônio e autorizar sua esposa a exercer uma atividade profissional fora de casa.

Para haver mudanças efetivas, era preciso que as próprias mulheres se mobilizassem. E foi o que as feministas fizeram. Foram à luta.

Apresentaram propostas década após década para mudar o quadro legal mas, somente com a volta da democracia, em 1945, foi possível  fazer projetos de mudança chegarem ao Parlamento Nacional. Muitos parlamentares alinharam-se às demandas feministas, sobretudo com relação à mudança nesse item do Código Civil. A bandeira era levantada sobretudo pelas advogadas Romi Medeiros da Fonseca (1921-2013) e Orminda Ribeiro Bastos (1899-1971), autoras do texto preliminar da lei do senador Mozart Lago, apresentado em 1952, e relativo à incapacidade jurídica das mulheres casadas.

O projeto entrou no Congresso Nacional em 1951, mas só foi aprovado em 1962, com sanção pelo Presidente João Goulart em 27 de agosto do mesmo ano (Lei nº 4.121). Assim, o Código Civil brasileiro foi modificado, ampliando os direitos da mulher casada. A principal alteração se referia ao direito ao trabalho fora de casa que, até então, dependia da autorização do marido.

A mudança deveu-se à importância assumida pelo movimento feminista organizado e a diversos deputados e senadores que trabalharam pela reforma, como Nelson Carneiro, Attílio Vivvácqua, Mozart Lago, Milton Campos.

Conquistamos tudo isso e queremos mais.

O feminismo não é o contrário de machismo e muito menos contra os homens. O feminismo é contra um comportamento opressor que nos é imposto desde que nascemos e enxergá-lo dá trabalho, pois é preciso olhar para si e se questionar. Não adianta não estuprar, não bater, mas continuar contribuindo com a cultura do estupro. Esta cultura que está sempre julgando a mulher e sempre justificando as violências que sofremos. Contribuir com a cultura machista é afirmar que uma mulher não vale a pena porque ela não segue o padrão de comportamento esperado. Contribuir com a cultura machista é achar que a beleza feminina é só aquela ditada pelas revistas. Contribuir com a cultura machista é não aceitar um ‘não’ de primeira, contribuir com o machismo é julgar e tratar a mulher como alguém com menos capacidade, em todos os sentidos.

Afinal, o que as mulheres querem? Queremos respeito e continuamos lutando por igualdade. Espero que num futuro próximo as gerações não precisem mais lutar por isso e tenham consciência de que as feministas de hoje contribuíram pelas mudanças de amanhã.

Vejam mais sobre o feminismo nesse vídeo:

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3 comentários sobre “Por que devemos lutar pelos nossos direitos?

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